União das Freguesias de Felgueiras e Maçores União das Freguesias de Felgueiras e Maçores

História

Felgueiras

Plenamente enquadrada pela Serra do Roboredo, a aldeia de Felgueiras, com 291 habitantes, é povoada desde a Idade do Ferro. A exploração e transformação do ferro que abunda neste local, poderá remontar ao período romano, tendo grande relevância no decurso dos tempos medievais. Felgueiras além de terra de ferreiros é também terra de moleiros, já que a ribeira de Santa Marinha que atravessa a aldeia possuía vários moinhos, fornecendo o pão para a vila e outras aldeias do concelho. Esta povoação encontra-se ligada à indústria da cera, que se desenvolveu sobretudo a partir dos meados do século XIX. Os traços fisionómicos das gentes de Felgueiras, aliados ao seu espírito empreendedor evidenciado sobretudo na figura do cereeiro, demonstram-nos a presença de judeus nesta povoação, em tempos passados. É natural desta freguesia o famoso químico Tomé Rodrigues Sobral, que aqui nasceu em 1759, sendo Professor da Universidade de Coimbra. Adquiriu particular destaque na defesa de Coimbra, no decurso das Invasões Francesas.


Maçores

Atualmente com 169 habitantes, a aldeia de Maçores encontra-se protegida pelas fraldas do Monte Ladeiro, tendo os ribeiros de Grava e Santa Marinha a rodeá-la. Segundo o Abade de Baçal, o topónimo Maçores formou-se a partir do vocábulo "Masores" que exprime o sentido de executores de testamentos e mandas, de que derivou "Massores", seguindo-se Maçores. No que diz respeito à onomástica "Mosoores" derivou de "Mosores", palavra associada a moleiros, o que faz sentido pelo facto de terem existido nesta povoação vários moinhos que moíam o cereal na Ribeira de Santa Marinha (in: Fernandes, Ilda – Maçores, Minha terra minha gente, ed. CMTM, 2003, pp. 29-30).

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